a natureza e o tempo

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Caspar David Friedrich (1774-1840), Caminhante Sobre o Mar de Névoa. By Caspar David Friedrich – Web Gallery of Art, Public Domain [commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=1037098 acesso em 09/03/2016]

A Natureza e o Tempo (o Mundo) é um espaço de pensamento e elaboração sobre as pesquisas em minha linha de estudos Arte, Natureza e Cidade. Estudos em História da Cultura e da Paisagem (Representações e Poéticas), iniciada nos anos 1980. A proposta que alimenta este sítio foi concebida como síntese de uma intensa reflexão sobre esses estudos que atravessou o ano de 2015, convergindo no projeto A Natureza e o Tempo (o Mundo) a partir do janeiro de 2016.

O sítio do projeto é mais do que um espaço de extroversão e de apoio ao ensino e diálogo com internautas, o que também é, mas configura-se como um espaço experimental e de pensar em processo. Os estudos de história da cultura tomam como objetos de ponderação a natureza e a construção do espaço habitado (considerando as relações entre as artes, a cultura, as paisagens, o comportamento). Os conteúdos inserem-se em uma perspectiva de longa duração convergindo na reflexão sobre nossa condição contemporânea e em ensaios temáticos recortados nesses longos períodos ou a eles transversais.

Esta interface virtual, portanto, não é apenas uma proposta de extroversão das pesquisas e estudos. É mais um espaço de indagação e proposição pessoal em elaboração contínua, não linear. De certo modo, funciona como um caderno de reflexões que se refaz sempre que necessário. Isto é, os textos, e toda a modulação do sítio, suas páginas e imagens, integram tanto um projeto de construção e significação do conhecimento, quanto pretendem ser um projeto comunicativo! Não está isento de tensões, de posicionamentos que podem ser revistos, de tatear os significados de modo exploratório e de vislumbrar horizontes.

 

duas imagens do mundo em 1972, por fora e por dentro:

The Blue Marble. Fotografia da Terra, tirada em 7 de dezembro de 1972 pela tripulação da missão Apollo 17, a uma distância de aproximadamente 45 000 km da Terra, a caminho da Lua.Oficialmente, a NASA credita a imagem a toda a tripulação da Apollo 17 — Eugene A. Cernan, Ronald E. Evans e Harrison H. Schmitt — todos tirando fotografias durante a missão, com uma câmara Hasselblad. Posteriormente, Schmitt alega que foi o autor desta imagem famosa, embora a identidade do fotógrafo não possa ser confirmada. The Blue Marble foi a primeira imagem nítida de uma face iluminada da Terra. Publicada no auge do ativismo ambiental durante os 1970s, a imagem foi vista por muitos como um retrato da fragilidade da Terra, vulnerável e isolada no espaço. Disponível em pt.wikipedia.org/wiki/The_Blue_Marble acesso em 18/07/2018

Phan Thị Kim Phúc, também conhecida como Kim Phúc (Trảng Bàng, Vietnã, 2 de abril de 1963), então com de 9 anos. Em 8 de junho de 1972, fugia durante bombardeios de Napalm pelos EUA na Guerra do Vietnã, na Rota 1 perto de Trang Bang, depois de um ataque aéreo contra suspeitos de esconderijos vietcongues. Fotógrafo Huynh Cong Ut (tinha 21 anos) da agência Associated Press e recebeu o World Press Photo de 1972 e o Pulitzer de Reportagem Fotográfica de 1973.

 


 

as 95 Teses de Lutero de Martinho Lutero

As 95 Teses de Lutero de Martinho Lutero

Por amor à verdade e no empenho de elucidá-la, discutir-se-á o seguinte em Wittenberg, sob a presidência do reverendo padre Martinho Lutero, mestre de Artes e de Santa Teologia e professor catedrático desta última, naquela localidade. Por esta razão, ele solicita que os que não puderem estar presentes e debater conosco oralmente o façam por escrito, mesmo que ausentes. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. Continuar lendo

A Confissão de Augsburgo, 1530

A CONFISSÃO DE AUGSBURGO

– 25 DE JUNHO DE 1530 –

No dia 21 de janeiro de 1530, o Imperador Carlos V convocou uma dieta imperial a reunir-se em abril seguinte, em Augsburgo, Alemanha. Ele desejava ter uma frente unida nas suas operações militares contra os turcos, e isso parecia exigir um fim na desunião religiosa que tinha sido introduzida como resultado da Reforma. Conseqüentemente, convidou os príncipes e representantes das cidades livres do Império para discutir as diferenças religiosas na futura dieta, na esperança de superá-las e restaurar a unidade. De acordo com o convite, o Eleitor da Saxônia pediu aos seus teólogos em Wittenberg que preparassem um relato sobre as crenças e práticas nas igrejas da sua terra.

PREFÁCIO

(Tradução do texto latino do prefácio)

Invictíssimo Imperador, César Augusto, Senhor clementíssimo. Porquanto Vossa Majestade Imperial convocou uma dieta imperial para Augsburgo, destinada a deliberar sobre esforços bélicos contra o turco, adversário atrocíssimo, hereditário e antigo do nome e da religião cristãos, isto é, sobre como se possa resistir ao seu furor e ataques com preparação bélica durável e permanente; e depois também quanto às dissensões com respeito a nossa santa religião e fé cristã, e a fim de que neste assunto da religião as opiniões e sentenças das partes, presentes umas às outras, possam ser ouvidas, entendidas e ponderadas entre nós, com mútua caridade, brandura e mansidão, para que, corrigido o que tem sido tratado incorretamente [C] nos escritos de um e outro lado, possam essas coisas ser compostas e reduzidas a uma só verdade simples e concórdia cristã, de forma tal, que, quanto ao mais [D], seja praticada e mantida por nós uma só religião pura e verdadeira; e para que assim como estamos e militamos sob um mesmo Cristo, possamos da mesma forma viver em uma só igreja cristã, em unidade e concórdia; e porque nós, os abaixo assinados, assim como os outros eleitores, príncipes e ordens, fomos chamados à supramencionada dieta, prontamente viemos a Augsburgo, a fim de nos sujeitarmos obedientes ao mandato imperial, e, queremos dizê-lo sem intuito de jactância, estivemos entre os primeiros a chegar. Continuar lendo

Artigos de Marburgo, 1529

Artigos de Marburgo, 1529

Estes artigos são resultado do colóquio de Marburgo, realizado entre os dias 1 a 4 de Outubro de 1529, organizado pelo Príncipe eleitor Philip de Hesse.

Artigo I

Que nós de ambos os lados, cremos e confessamos unanimemente que há apenas um único verdadeiro Deus natural, criador de todas as criaturas, e que este mesmo Deus é um em essência e natureza e trino em pessoas, a saber, Pai, Filho e Espírito Santo, como foi decretado no Concílio de Nicéia e é cantado e lido no Credo Niceno pela Igreja Cristã inteira em todo o mundo. Continuar lendo

Ordem Congregacional (irmãos suíços)

Ordem Congregacional (irmãos suíços) [99]

Este conjunto de instruções concernentes à ordem congregacional e ao culto foi divulgado em 17 de abril de 1527, junto com o texto de Schleitheim [clique aqui para ler↑], aparentemente conjuntamente com o texto de Bern da União Fraterna. Deve ter sido juntado então ao mesmo tempo em abril, dentro das seis semanas do encontro em Schleitheim. Há bases circunstanciais para ser considerado ligado a Schleitheim e Sattler.

Uma vez que o eterno, poderoso e misericordioso Deus fez sua maravilhosa luz brilhar neste mundo e [nesta] época perigosa, nós reconhecemos o mistério da vontade divina, que a Palavra nos seja pregada de acordo com o ordenamento adequado do Senhor [100] por meio da qual fomos chamados para a Sua comunhão. Portanto, de acordo com o mandamento do Senhor e os ensinamentos de Seus apóstolos, no ordenamento cristão, devemos observar o novo mandamento, [101] no amor mútuo, de modo que o amor e a unidade possa ser mantida, Continuar lendo

1527-A Confissão Schleitheim (Michael Sattler?)

A Confissão Schleitheim,1527 (Michael Sattler?)

Que a alegria, a paz, a misericórdia de nosso Pai – por meio da Expiação [31] do sangue de Jesus Cristo, juntamente com os dons do Espírito que são enviados pelo Pai a todos os crentes para força, consolação e constância em toda a tribulação até o fim, amém – estejam com todos os que amam a Deus e com todos os filhos da luz, que estão espalhados por toda parte, onde quer que eles possam ter sido colocados [32] por parte de Deus nosso Pai, onde quer que se reúnam em unidade de espírito no Deus e Pai de todos nós. Que a graça e a paz do coração estejam com todos vós. Amém.

Amados irmãos e irmãs no Senhor Continuar lendo

Acerca do Magistrado Civil – Philip Melanchthon

Acerca do Magistrado Civil – Philip Melanchthon

Eu considero muito importante esta seção sobre magistrados. Por enquanto, devo seguir a divisão popular por razões pedagógicas. Alguns magistrados são civis e outros eclesiásticos. O magistrado civil é aquele que porta a espada e vela pela paz civil. Paulo aprova isso em Rm 13. As questões sob a espada são direitos civis, ordenanças civis dos tribunais públicos e penalidades para criminosos. É obrigação da espada fazer cumprir as leis contra assassinato, vingança, etc. Portanto, o fato de que o magistrado exerce a espada é agradável a Deus. O mesmo pode ser dito aos advogados se eles distorcem a lei ou defendem os oprimidos, mesmo que os litigantes cometam grandes pecados. Ao empunhar o poder da espada, tenho isso a dizer. Em primeiro lugar, se os governantes ordenarem qualquer coisa contrária a Deus, não devem ser obedecidos. Continuar lendo

1521 – Carta de Martinho Lutero a Felipe Melanchthon

Carta de Martinho Lutero a Felipe Melanchthon [1521]

A Melanchthon

1 de Agosto de 1521[1]

Você não terminou de dar razões suficientes para medir com a mesma norma o voto dos sacerdotes e dos freis. A mim o que mais me convence é que a ordem sacerdotal foi estabelecida como livre por Deus; mas, não foi assim com os monges que espontaneamente escolheram e ofereceram o seu estado a Deus. Continuar lendo