esclarecimento aos navegantes

esclarecimento aos navegantes
Euler Sandeville Jr.
Versão inicial 18/03/2016. Novo texto: 06/03/2017. Revisões importantes: 15/06/2017, 21/08/2017, 14/06/2018.

para citar este artigo:
SANDEVILLE JR., Euler. “Esclarecimento aos navegantes”. A Natureza e o Tempo (o Mundo), on line, São Paulo, 15 de maio de 2017.

Esquema da referido divisão das esferas. · O Empíreo céu (de fogo), habitação de Deus e de toda os eleitos · 10 Décimo Céu, causa primeira · 9 Nono céu, cristalino · 8 Oitavo céu do firmamento · 7 Céu de Saturno · 6 Jupiter · 5 Marte · 4 Sol · 3 Venus · 2 Mercúrio · 1 Lua. Fonte: Peter Apian, Cosmographia, Antuépia, 1524 (fonte mencionada Edward Grant, “Celestial Orbs in the Latin Middle Ages”, Isis, Vol. 78, No. 2. (Jun., 1987), pp. 152-173.) Disponível em commons.wikimedia.org/wiki/File:Ptolemaicsystem-small.png. Acesso em 30/01/2016.

A proposta que alimenta este sítio foi concebida como síntese de uma intensa reflexão que atravessou o ano de 2015 e de pesquisas e indagações que remontam a trabalhos realizados desde o início da década de 1980. Convergiu em A Natureza e o Tempo (o Mundo) a partir do início de 2016. O que talvez melhor defina meu interesse mais recente é o estudo das representações e do imaginário em suas dimensões históricas, relacionando os campos das artes, da história ambiental e da paisagem.

Esta interface virtual não é apenas, ou nem tanto, uma proposta de extroversão das pesquisas e estudos. É mais um espaço de indagação e proposição pessoal em elaboração contínua, não linear.

De certo modo, funciona como um caderno de reflexões que se refaz sempre que necessário. Isto é, os textos, e toda a modulação do sítio, suas páginas e imagens, integram tanto um projeto de construção e significação do conhecimento, quanto pretendem ser um projeto comunicativo! Não está isento de tensões, de posicionamentos que podem ser revistos, de tatear os significados de modo exploratório e de vislumbrar horizontes.

Os ensaios inserem-se em uma perspectiva de longa duração convergindo na reflexão sobre nossa condição contemporânea. São ênfases dessa pesquisa o pensar e sensibilizar próprio da arte em suas diversas linguagens e contradições; a cultura em seu sentido antropológico; a construção contraditória e significativa do espaço vivido em que se inserem e a territorialidade dos processos estudados considerada em várias escalas e temporalidades. Nesse sentido, a pesquisa indaga as transformações comportamentais e valorativas implicadas em diferentes épocas, em suas dimensões históricas e culturais, observando-as como representações de mundo e poéticas.

Considera-se de grande importância pensar as articulações entre campos do saber e do fazer, em especial arte, arquitetura, paisagismo, urbanismo e da cultura cotidiana. Com uma condição. Não se pretende vê-los como fatos ou campos em si, mas integrados em teias socioculturais e territoriais complexas em que existem e significam-se mutuamente. Procura-se situá-los em seu ambiente espacial e cultural, observando-os como campos sensíveis e da experiência e como projetos culturais diversos que em suas narrativas acasalam representações e poéticas em uma longa construção.

Os temas de uma história da natureza, ou da paisagem (e nisso se inclui o projeto,como parte do agenciamento do espaço social), ou ainda história ambiental como tende a se colocar hoje um suposto novo campo (termo de abrangência muito problemática atualmente), não têm como se constituir à revelia de outros, da história urbana, das artes, das mentalidades, das formas do habitar e assim por diante.

Em qualquer hipótese, seja história da natureza, da cidade, ambiental, é antes de mais nada uma história cultural, devedora das construções sociais e do imaginário. Se não as dissociarmos em especializações, ao contrário, nos beneficiarmos delas, a temática expõe nossas concepções – e daí nossas concepções sobre as concepções de outros tempos – sobre as relações sociais, culturais e das mentalidades entre sociedade e natureza, entre poética e natureza; entre o projeto, a imaginação e a construção social do espaço e do ambiente em diferentes períodos.

O recorte temático desta fase que aqui apresento retorna a tempos que praticamente não explorei antes de 2015, como as Antiguidades e a Alta Idade Média, como uma necessidade que decorreu dos próprios estudos que venho fazendo e indagações que me coloco. Na reformulação pensada entre 2015 e 2016, imaginei que haveria um momento inicial devendo durar de três a cinco anos (2016-2020), voltado para uma circunscrição ou primeira aproximação dessas narrativas mais distantes do passado, e uma revisitação gradual dos períodos já trabalhados em fases anteriores dos meus estudos. Entretanto, quando revejo este texto pouco mais de 2 anos depois (2016-2018), percebo que isso já não faz sentido: pressupunha um encadeamento de possibilidades que infelizmente não foi possível, obrigando-me a outras estratégias. Sigo em frente. Dada a complexidade, não só do tema, mas das oportunidades, um trabalho como este, de qualquer forma, está condenado a se reiniciar e a revisitar conteúdos já trabalhados e novos permanentemente.

O que interessa nesse processo é permitir uma circunscrição crítica e poética sobre várias representações da natureza e do mundo, em diferentes contextos históricos. Na minha forma de pensar, contextos históricos necessariamente são também espaciais, ou seja, não há sociedade sem construção do espaço em complexas interações e em diversas temporalidades. Daí também a dimensão sensível da construção desses espaços no tempo, dos artefatos, e das representações (do imaginário), prenhes de valores e sensibilidades, de latências e tensões, de beleza e narrativas.

 

 

 

 


como citar:
SANDEVILLE JR., Euler. “Esclarecimento aos navegantes”. A Natureza e o Tempo (o Mundo), on line, São Paulo, 15 de maio de 2017. Disponível em  https://anaturezaeotempo.net.br/2018/06/14/200/ acesso em xx/xx/xxxx.

[para citar este artigo conforme normas acadêmicas, copie e cole a referência acima (atualize dia, mês, ano da visita ao sítio)]


núcleo de estudos da paisagem
a natureza e o tempo (o mundo)
um projeto de euler sandeville

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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