1529 Artigos de Marburgo

Artigos de Marburgo, 1529

Estes artigos são resultado do colóquio de Marburgo, realizado entre os dias 1 a 4 de Outubro de 1529, organizado pelo Príncipe eleitor Philip de Hesse.

Artigo I

Que nós de ambos os lados, cremos e confessamos unanimemente que há apenas um único verdadeiro Deus natural, criador de todas as criaturas, e que este mesmo Deus é um em essência e natureza e trino em pessoas, a saber, Pai, Filho e Espírito Santo, como foi decretado no Concílio de Nicéia e é cantado e lido no Credo Niceno pela Igreja Cristã inteira em todo o mundo. Continuar lendo

Ordem Congregacional (irmãos suíços)

Ordem Congregacional (irmãos suíços) [99]

Este conjunto de instruções concernentes à ordem congregacional e ao culto foi divulgado em 17 de abril de 1527, junto com o texto de Schleitheim [clique aqui para ler↑], aparentemente conjuntamente com o texto de Bern da União Fraterna. Deve ter sido juntado então ao mesmo tempo em abril, dentro das seis semanas do encontro em Schleitheim. Há bases circunstanciais para ser considerado ligado a Schleitheim e Sattler.

Uma vez que o eterno, poderoso e misericordioso Deus fez sua maravilhosa luz brilhar neste mundo e [nesta] época perigosa, nós reconhecemos o mistério da vontade divina, que a Palavra nos seja pregada de acordo com o ordenamento adequado do Senhor [100] por meio da qual fomos chamados para a Sua comunhão. Portanto, de acordo com o mandamento do Senhor e os ensinamentos de Seus apóstolos, no ordenamento cristão, devemos observar o novo mandamento, [101] no amor mútuo, de modo que o amor e a unidade possa ser mantida, Continuar lendo

1527-A Confissão Schleitheim (Michael Sattler?)

A Confissão Schleitheim,1527 (Michael Sattler?)

Que a alegria, a paz, a misericórdia de nosso Pai – por meio da Expiação [31] do sangue de Jesus Cristo, juntamente com os dons do Espírito que são enviados pelo Pai a todos os crentes para força, consolação e constância em toda a tribulação até o fim, amém – estejam com todos os que amam a Deus e com todos os filhos da luz, que estão espalhados por toda parte, onde quer que eles possam ter sido colocados [32] por parte de Deus nosso Pai, onde quer que se reúnam em unidade de espírito no Deus e Pai de todos nós. Que a graça e a paz do coração estejam com todos vós. Amém.

Amados irmãos e irmãs no Senhor Continuar lendo

Acerca do Magistrado Civil – Philip Melanchthon

Acerca do Magistrado Civil – Philip Melanchthon

Eu considero muito importante esta seção sobre magistrados. Por enquanto, devo seguir a divisão popular por razões pedagógicas. Alguns magistrados são civis e outros eclesiásticos. O magistrado civil é aquele que porta a espada e vela pela paz civil. Paulo aprova isso em Rm 13. As questões sob a espada são direitos civis, ordenanças civis dos tribunais públicos e penalidades para criminosos. É obrigação da espada fazer cumprir as leis contra assassinato, vingança, etc. Portanto, o fato de que o magistrado exerce a espada é agradável a Deus. O mesmo pode ser dito aos advogados se eles distorcem a lei ou defendem os oprimidos, mesmo que os litigantes cometam grandes pecados. Ao empunhar o poder da espada, tenho isso a dizer. Em primeiro lugar, se os governantes ordenarem qualquer coisa contrária a Deus, não devem ser obedecidos. Continuar lendo

1521 – Carta de Martinho Lutero a Felipe Melanchthon

Carta de Martinho Lutero a Felipe Melanchthon [1521]

A Melanchthon

1 de Agosto de 1521[1]

Você não terminou de dar razões suficientes para medir com a mesma norma o voto dos sacerdotes e dos freis. A mim o que mais me convence é que a ordem sacerdotal foi estabelecida como livre por Deus; mas, não foi assim com os monges que espontaneamente escolheram e ofereceram o seu estado a Deus. Continuar lendo

1520-Bula Exsurge Domine do Sumo Pontífice Leão X sobre os erros de Martinho Lutero

Bula Exsurge Domine do Sumo Pontífice Leão X sobre os erros de Martinho Lutero

Emitida a 5 de junho de 1520 em resposta às 95 teses de Martinho Lutero e aos seus escritos. Dessas 95, o papa reconhecia como válidas 54 teses, mas pedia que Lutero se retratasse por 41 delas, assim como por outros erros especificados, oferecendo um prazo de 70 dias a partir da sua publicação. O prazo final de 10 de dezembro de 1520 foi o dia em que Lutero queimou a sua cópia da bula juntamente com os volumes do Código de Direito Canônico.

1520-Bulla contra Errores Martini Lutheri et sequacium. Image of the title page of Pope Leo X’s Bull, Exurge Domine, threatening to excommunicate Martin Luther, scanned from a first edition copy in the library of Concordia Theological Seminary by Robert E. Smith. Illustration shows papal version of Medici coat of arms. Disponível em pt.wikipedia.org/wiki/Exsurge_Domine acesso em 09 de setembro de 2018.

Erguei-vos, Senhor, e julgai vossa própria causa. Lembrai-vos de vossas censuras àqueles que estão o dia todo cheios de insensatez. Ouvi nossas preces, pois raposas avançam procurando destruir a vinha em cujo lagar só Vós tendes pisado. Quando estáveis perto de subir a vosso Pai, entregastes o cuidado, norma e administração da vinha, uma imagem da igreja triunfante, a Pedro, como cabeça e vosso vigário e a seus sucessores. Continuar lendo

1523 – 67 Artigos de Zuínglio

OS 67 ARTIGOS DE ZUÍNGLIO (1523)

Ulrico Zuínglio (1484-1531) preparou estes Artigos como pontos de disputa para a Primeira Disputa de Zurique. Esta Disputa ocorreria em 29 de janeiro de 1523. Dependendo da conclusão desta Disputa, o conselho da cidade decidiria ou não adotar o programa reformatório de Zuínglio, o que acabou de fato acontecendo. Para a disputa vieram 600 pessoas que se amontoaram no pequeno salão onde ocorreu. Zuínglio e seus aliados se sentaram diante do ajuntamento em uma mesa que possuía a Septuaginta, o Velho Testamento Hebraico e o Novo Testamento em grego juntamente com uma cópia da Vulgata Latina. Em 14 de julho de 1523 os 67 Artigos e suas explicações foram publicados em Zurique pelo impressor Froschauer.

  1. Todo que diz que o Evangelho é nada sem a sanção da Igreja, erra e blasfema contra Deus. Continuar lendo