Carta de Karl Marx a Pierre Joseph Proudhon, fechada el 5 de mayo de 1846.

Carta de Karl Marx a Pierre Joseph Proudhon, fechada el 5 de mayo de 1846.

 

Mi querido Proudhon:

“Me había hecho el propósito muchas veces desde que salí de París de escribirle; hasta hoy me lo han impedido circunstancias independientes de mi voluntad. Le ruego crea usted que los únicos motivos de mi silencio son un aumento de trabajo, las molestias de un cambio de domicilio, etcétera. Continuar lendo

Respuesta de Pierre Joseph Proudhon a Karl Marx, con fecha del 17 de mayo de 1846 en Lyon, Francia.

Respuesta de Pierre Joseph Proudhon a Karl Marx, con fecha del 17 de mayo de 1846 en Lyon, Francia.

Mi querido señor Marx:

“Acepto de buen grado hacerme uno de los colaboradores de su correspondencia, cuyo propósito y organización me parecen ser muy útiles. No le prometo, sin embargo, escribirle mucho o con frecuencia; mis ocupaciones de toda naturaleza, junto a mi pereza natural, no me permiten estos esfuerzos epistolares. Tomaré también la libertad de hacer algunas reservas, que me son inspiradas por algunos trozos de su carta. Continuar lendo

Carta de Marx a J. B. Von Schweitzer Escrito em 24 de Janeiro de 1865. Publicado no Social-Demokrat n.os 16, 17 e 18 de 1, 3 e 5 de Fevereiro de 1865.

Carta de Marx a J. B. Von Schweitzer
Escrito em 24 de Janeiro de 1865.
Publicado no Social-Demokrat n.os 16, 17 e 18 de 1, 3 e 5 de Fevereiro de 1865.

 

Londres, 24 de janeiro de 1865.

Caro Senhor!

Desejais uma crítica pormenorizada das obras de Proudhon. Lamento que me falte tempo para atender ao vosso desejo. E, além disso, não tenho a mão nenhum de seus escritos. Entretanto, para dar uma prova de boa vontade, envio-vos, à pressa, estas poucas notas.

Não me recordo dos primeiros ensaios de Proudhon. Sua obra de escolar sobre a língua universal testemunha a sem-cerimônia com que versou problemas para a solução dos quais lhe faltavam os conhecimentos mais elementares. Continuar lendo

DECLARAÇÃO DAS POSTURAS ADOTADAS PELA CONVENÇÃO DE PAZ, 1838

DECLARAÇÃO DAS POSTURAS ADOTADAS PELA CONVENÇÃO DE PAZ, 1838
Society for the Establishment of Peace among Men (Sociedade para a promoção da paz entre os homens) redigida por William Lloyd Garrison

 

Nós abaixo assinados consideramos como nosso dever a nós mesmos, à causa que amamos, ao país em que vivemos, publicar uma declaração que expresse os propósitos que ansiamos alcançar e as medidas que adotaremos para levar adiante a obra da reforma pacífica universal. Continuar lendo

O SOCIALISMO E A RELIGIÃO: LÊNIN, 1905

O SOCIALISMO E A RELIGIÃO
LÊNIN
3 de Dezembro de 1905

 

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Material de referência histórica para complemento da aula que tem foco no ideário de Tolstói (veja a posição de Tostói em Sobre a revolução↑). O texto “O Socialismo e a Religião” de Vladimir Ilitch Ulianov, que adotou o pseudônimo de Lênin, não expressa minhas opiniões, ao contrário, embora houvesse de fato uma relação espúria entre a Igreja Russa e o Estado, como em outros momentos, sua radicalidade é intolerante e fundamentalista em relação à religião e a visão materialista que para ele definia a existência. Uma postura entretanto mais ponderada é adotada por Lênin em sua crítica ao ideário de Tolstói em Lev Tolstoi como Espelho da Revolução Russa↑). De um modo geral, os textos de apoio não são disponibilizados por expressarem muinha opinião, pois não o expressam, mas, neste caso, devo destacar minha necessária divergência com a proposição de Lênin. O valor histórico do material entretanto é indubitável. No início da década de 1900 a agitação política e as contradições sociais e políticas eram intensas na Rússia, levando ao que ficou conhecido como “Domingo Sangrento”, de 9 de janeiro de 1905. Dois principais partidos disputavam o ideário revolucionário nessa década, representando duas tendências conceituais e visões de ação política. Os Sociais-Democratas (SD), de vinculação marxista, vendo portanto os operários urbanos como classe revolucionária e os Socialistas Revolucionários (SR) que entendiam a industrialização um fenômeno estranho à sociedade russa e viam os camponeses como a classe revolucionária. O debate conceitual e ideológico entre essas duas correntes era intenso. este é o sentido do POSDR (Partido Operário Social-Democrata Russo) ao qual Lênin se vinculava e propunha uma organização centralizadora e autoritária. Continuar lendo

LIEV TOLSTOI: SOBRE LA REVOLUCIÓN [1904]

SOBRE LA REVOLUCIÓN [1] [1904]

No hay peor sordo que el que no quiere oír. Los revolucionarios dicen que su actividad tiene por objeto la destrucción del tiránico estado actual de las cosas que oprime y deprava a los hombres. Pero, para aniquilar-le hay que contar de antemano con los medios; tener cuando menos una probabilidad de que ha de lograrse dicha destrucción, y no hay el menor riesgo de que esto pueda suceder. Los gobiernos existen; desde hace mucho tiempo conocen a sus enemigos y los peligros que les amenazan, y por esta razón toman las medidas que hacen imposible la destrucción del estado de cosas por medio del cual se mantienen. Y los motivos y los medios que para esto tienen los gobiernos son los mas fuertes que pueden existir: el instinto de conservación y el ejército disciplinado. Continuar lendo

LEV TOLSTOI COMO ESPELHO DA REVOLUÇÃO RUSSA: LÊNIN, 1908

LIEV TOLSTOI COMO ESPELHO DA REVOLUÇÃO RUSSA
V. I. Lénine
Publicado no Jornal Proletári nº 35 de 11 (24) de Setembro de 1908.

 

Veja considerações de Tolstoi: TOSLTOI, Liev. Sobre a revolução [em espanhol aqui]. In Tolstói. A insubmissão e outros escritos. Org e trad. Plínio Augusto Coelho. Cotia, SP: Ateliê editorial; Editora Imaginário, 2010, pag. 71 a 80.

 

O confronto do nome do grande artista com a revolução, que ele claramente não compreendeu, da qual ele claramente se afastou, pode à primeira vista parecer estranho e artificial. E não se pode chamar espelho àquilo que à evidência não reflecte correctamente os fenómenos. Mas a nossa revolução é um fenómeno extraordinariamente complexo; entre a massa daqueles que directamente a realizam e nela participam há muitos elementos sociais que claramente também não compreenderam o que se passa, que também se afastaram das verdadeiras tarefas históricas que a marcha dos acontecimentos lhes colocava. E se temos perante nós um artista realmente grande, então ele deve ter reflectido nas suas obras pelo menos alguns dos aspectos essenciais da revolução. A imprensa russa legal, repleta de artigos, cartas e notas a propósito dos 80 anos de Tolstói, no que menos está interessada é na análise das suas obras do ponto de vista do carácter da revolução russa e das suas forças motoras. Toda esta imprensa está repleta até à náusea de hipocrisia, de hipocrisia de dois tipos: oficial e liberal. A primeira é a hipocrisia grosseira dos escrevinhadores venais que ontem eram obrigados a atacar L. Tolstói e hoje a descobrir nele o patriotismo e a observar o decoro perante a Europa. Que os escrevinhadores deste tipo são pagos pelos seus escritos toda a gente o sabe, e eles não podem enganar ninguém. Muito mais refinada e por isso muito mais prejudicial e perigosa é a hipocrisia liberal. A dar ouvidos aos Balalaikine democratas-constitucionalistas do Retch (1), a sua simpatia por Tolstói é a mais completa e a mais ardente. De facto, a declamação calculada e as frases empoladas sobre o «grande buscador de Deus» não passam de uma completa falsidade, porque o liberal russo nem acredita no Deus de Tolstói nem simpatiza com a crítica de Tolstói ao regime existente. Ele junta-se a um nome popular para aumentar o seu capital político, para se fazer passar pelo chefe da oposição nacional, esforça-se por abafar com o trovão e o estrépito das frases a necessidade de uma resposta directa e clara à pergunta: em que se manifestam as contradições gritantes do «tolstoísmo», quais os defeitos e debilidades da nossa revolução que elas exprimem? Continuar lendo