A NATUREZA E O TEMPO (O MUNDO): ARTE, NATUREZA, CIDADE E CULTURA

MUNDUS NOVUS: APRESENTAÇÃO

OS TEMPOS E OS MUNDOS: SOBRE A ANTIGUIDADE DOS MUNDOS

 

A LONGA ANTIGUIDADE DOS MUNDOS IV
MUNDUS NOVUS [1] (1055 a 1749)
A Longa Idade Média e a nova antiguidade
A invenção da Europa. Do sobrenatural à natureza.

 

O globo terrestre.

 

Euler Sandeville Jr.

Pesquisar é indagar a existência.
φύσις κόσμος αίων κρόνος καιρός
este mundo está em guerra, embora muitos de nós desejem a paz

 

 

como citar:
SANDEVILLE JR., Euler. “Mundus Novus (C. 1055 a 1749)“. A Natureza e o Tempo (o Mundo), on line, São Paulo, 2016-2018.

 

Como imagens nesta abertura desta seção, ofereço-lhes três cenas. São cenas de almoço muito sofisticadas, reproduzidas abaixo, onde a refeição é tanto ordem social quanto é inserida em uma ordem cósmica ou do destino humano.

Como você poderá verificar, esses almoços não são em nada comparáveis, nem na finalidade, enredo, técnica e suporte, contexto social. As datas de realização abrem e fecham o quatrocentos, o que obviamente não dá conta da complexidade das relações sociais e do imaginário dessa “Longa Idade Média” ou “Era Moderna”, mas é suficiente para ilustrar que ambas indicam temporalidades ampliadas para muito antes e depois da data estrita de sua criação.

A primeira, dos irmãos Limbourg (Herman, Paul, e Jean, todos falecidos com menos de 30 anos em 1416, juntamente com Jean de Berry) integra o extraordinário Les très riches heures du duc de Berry (literalmente, As muito ricas horas do Duque Jean de Berry). O Duque (1340-1416) era filho do rei João II e irmão de Carlos V da França, de Luis I de Nápoles (Duque de Anjou, 1339-1384) e de Filipe II (Duque de Borgonha, 1342-1404). Depois dos irmãos Limbourg trabalharam também no livro Jean Colombe (1430-1493) e possivelmente Barthélemy van Eyck (c. 1420-posterior a 1470).

 

Frères de Limbourg, Les très riches heures du duc de Berry, mês de janeiro, museu Condé, Chantilly, ms.65, f.1v, c. 1411-1416.
This is a faithful photographic reproduction of a two-dimensional, public domain work of art. The work of art itself is in the public domain for the following reason: This work is in the public domain in its country of origin and other countries and areas where the copyright term is the author’s life plus 100 years or less. Disponível em commons.wikimedia.org/wiki/File:Les_Tr%C3%A8s_Riches_Heures_du_duc_de_Berry_Janvier.jpg acesso em 14/03/2016.

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A AURORA NA NEBLINA: APRESENTAÇÃO

OS TEMPOS E OS MUNDOS: SOBRE A ANTIGUIDADE DOS MUNDOS

A LONGA ANTIGUIDADE DOS MUNDO I
A AURORA NA NEBLINA (os relatos das origens, até o neolítico)
Nossa Terra Incognita: amnésia e imaginação: hic sunt dracones [1]

Os vestígios no silêncio…

 

Euler Sandeville Jr.
Junho de 2017 (definição da seção março de 2016), reorganização setembro de 2018.

como citar:
SANDEVILLE JR., Euler. “A aurora na neblina: apresentação da seção“. A Natureza e o Tempo (o Mundo), on line, São Paulo, 2016-2018.

 

Pesquisar é indagar a existência.
φύσις κόσμος αίων κρόνος καιρός
este mundo está em guerra, embora muitos de nós desejem a paz

 

 

“Um povo é como um homem. Quando desaparece, nada mais resta dele, se não tiver tomado o cuidado de deixar sua impressão nas pedras do caminho” (Élie Faure [2]).

 

Com a frase acima Élie Faure, em sua “A Arte Antiga” (1909) [2] , encerra o capítulo que trata da arte paleolítica e neolítica. Mas essa impressão deixada muita vezes é muda e silenciada hermeticamente no tempo, senão pelo ponto de onde a observamos hoje e a queremos ver como resposta para nossas suposições. Esta seção de “A Natureza e o Tempo (o Mundo)” trata desses tempos, dos quais restam apenas vestígios muito parciais e esparsos, que dão lugar a hipóteses muitas vezes mais imaginativas sobre esse passado distante do que de fato conclusões racionais. Hipóteses que, mais do que desvendar esses tempos, elucidam o modo como desejamos nos narrar e nos ver no mundo.

Seja bem vindo para adentrar a discussão sobre a longa antiguidade dos mundos. Continuar lendo

A reta e a curva, a estética da paisagem

A RETA E A CURVA: A ESTÉTICA DA PAISAGEM?
Euler Sandeville Jr. (1996)
[notas no fim da página, referência para citação no fim da página]

artigo original (o link abaixo abre em outra janela, mesmo que prefira ler aqui, não deixe de visitar o artigo publicado):

SANDEVILLE JUNIOR, Euler. A reta e a curva, a estética da paisagem? Paisagem e Ambiente, São Paulo, v. 8, p. 147-173, 1996.  Núcleo de Estudos da Paisagem, on line, São Paulo, 1996. Disponível em http://www.revistas.usp.br/paam/article/view/133829/129696↑ acesso em 18 de fevereiro de 2018

 


RESUMO

Há uma ideia comum de que o “paisagismo formal” seja uma expressão autoritária do domínio humano sobre a natureza e de que o “paisagismo informal” expresse identificação com a natureza. Este texto procura evidenciar o campo simbólico por trás desses estereótipos recorrentes na história e teoria do projeto paisagístico. Polarizações semelhantes também ocorrem no campo da edificação e do urbanismo, mostrando que a tensão entre o formal e o informal, ou o racional e o orgânico, ou a reta e a curva como a designamos aqui, se torna veículo de conteúdos que transcendem em muito o campo estrito do desenho. A compreensão desse campo simbólico é necessária para uma justa apreciação das obras-primas do passado e para a investigação da relação histórica entre projeto, natureza e cultura, tema tão pertinente ao paisagismo.

ABSTRACT

There here are a common compreension in landscape architecture that formal design is like a hard human dominance over nature and the organic or informal landscape means total identification with nature. Then I think that the understanding of the simbolism in landscape architecture is basic to our compreension of the past masterpiece and to the compreension of the historic relationship between nature, culture and design that is the base to studies about landscape architecture. The kind of contrasts like straight line against curve lines, the rational aganist the organic, are also very common in architecture and urban design and my intention in this paper is to introduce my thinking about these.

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o bisão na caverna (artefatos e artifícios)

O BISÃO NA CAVERNA (A AURORA NA NEBLINA – ARTEFATOS E ARTIFÍCIOS)
Euler Sandeville Jr.
nova versão 16/06/20171

 

Bison antiquus, espécie da América do Norte. “Durante a época posterior Pleistoceno, entre 240 mil e 220 ​​mil anos atrás, Bisonte-da-estepe, migraram da Sibéria para o Alasca. Esta espécie habitou partes do norte da América do Norte durante todo o restante do Pleistoceno. No entanto, Bison priscus foi substituído pelo Bisão-de-cornos-longos, Bison latifrons, e um pouco mais tarde por Bison antiquus. Os maiores B. latifrons parece ter morrido por cerca de 20.000 anos atrás. Em contraste, B. antiquus tornou-se cada vez mais abundante em partes da América do Norte a partir de 18.000 até cerca de 10.000 anos,[2] after which the species appears to have given rise to the living species, Bison bison, após o qual a espécie parece ter dado origem às espécies vivas, Bison bison” (disponível em pt.wikipedia.org/wiki/Bis%C3%A3o-antigo acesso em 07/05/2016). Por David Monniaux – self photo, CC BY-SA 3.0, commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=2939310 acesso em 07/03/2016.

Nesta seção entramos, pela imaginação estimulada por uma informação arduamente construída, na aurora nebulosa dos tempos. É um “lugar” sem respostas finais. A neblina através da qual procuramos entrever esse passado, imenso e longínquo, permanece obscurecendo nossos conhecimentos e certezas. Daí o título desta primeira seção, “A Aurora na Neblina”. É, como parece ser, poético.

Toda discussão sobre as origens tem em seu fundo o questionamento de como viemos a existir, e de como chegamos a ser como somos; no limite, coloca-se qual o sentido – ou ausência de sentido -, de nossa existência. Mas, aqui, reconhecendo essa dimensão das narrativas sobre a(s) origem(ns), o que se busca não é uma indagação ontológica ou existencial da nossa origem. Essa indagação deve ser construída a cada momento, não em um passado que se perdeu da memória senão em fragmentos tênues que nos chegam.

Portais da consciência. Criação de Euler Sandeville, 2011, montagem de fotos do autor . Gruta do Janelão: Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, Januária, Itacarambi e São João das Missões, todas na região norte de Minas Gerais, 2000. Hospital Psiquiátrico do Juqueri, antigo alojamento da Colônia de Alienados, área de labor-terapia, Franco da Rocha, SP. Foto Euler Sandeville, 2004.

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a longa antiguidade dos mundos (3500 a.C. a 64 a.C.)

OS TEMPOS E OS MUNDOS: SOBRE A ANTIGUIDADE DOS MUNDOS


A LONGA ANTIGUIDADE DOS MUNDOS II
A TERRA PROMETIDA (3500 a.C. 64 a.C.)
narrativas das origens

A natureza, o sagrado e o sobrenatural, o divino, as terras e os tempos.

 

Euler Sandeville Jr.

Pesquisar é indagar a existência.
φύσις κόσμος αίων κρόνος καιρός
este mundo está em guerra, embora muitos de nós desejem a paz

O mundo e as Escrituras Judaicas
destaques iniciais

epopéia de Atrahasis (c. 1600 a. C.) (completo) ↑

Enuma Elish (II milênio a.C.) (completo) ↑

בְּרֵאשִׁ֖ית, (“no começo”; Gênesis) (completo) ↑

os trabalhos e os dias, Hesíodo (750-650 a.C.) (completo)↑

 

Estela de Narâm-Sîn, rei de Akkad (reinado de 2190 – 2154 aC.), celebrando sua vitória contra os Lullubi de Zagros. Calcário, c. 2250 aC Trazido de Sippar para Susa entre outros despojos de guerra no século XII aC. H. 2 m x W. 1,5 m. Escavado por Jacques de Morgan, 1898. Departamento de Antiguidades Orientais, Richelieu, térreo, sala 2. Disponível em pt.wikipedia.org/wiki/Sarg%C3%A3o_da_Ac%C3%A1dia#/media/File:Stele_Naram_Sim_Louvre_Sb4.jpg

 

 

MÓDULO I

Transcrições e traduções de documentos:

[ -3500 a.C. a 1571 a.C. ]       [ -1570 a.C. a 1150 a.C. ]

MÓDULO II

Transcrições e traduções de documentos:

[ -1150 a.C. a 900 a.C. ]       [   -900 a.C. a 613 a.C. ]

MÓDULO III

Transcrições e traduções de documentos:

[ -612 a.C.a 539 a.C. ]       [  -538 a.C.a 337 a.C. ]

[ -336 a.C. a 64 a.C. ]

 

 

Foto Euler Sandeville, Folha, detalhe, 2009.

Folha, detalhe. Foto de Euler Sandeville, 2009.

 

 

 


 

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núcleo de estudos da paisagem
a natureza e o tempo (o mundo)
um projeto de euler sandeville

 

 

 

a longa antiguidade dos mundos (63 a.C. a 1054 d.C.)

OS TEMPOS E OS MUNDOS: SOBRE A ANTIGUIDADE DOS MUNDOS

 

A LONGA ANTIGUIDADE DOS MUNDOS III
OCIDENTE E ORIENTE (64 a.C. a 1054 d.C.)

     

 A natureza, o sagrado e o sobrenatural, o divino, as terras e os tempos.

 

Euler Sandeville Jr.

 

Pesquisar é indagar a existência.
φύσις κόσμος αίων κρόνος καιρός
este mundo está em guerra, embora muitos de nós desejem a paz

 

O mundo e as Escrituras cristãs

 

MÓDULO IV

Transcrições e traduções de documentos:

[ -63 a.C. a 14 d.C. ]       [  14 d.C. a 98 d.C. ]

 

Ocidente e Oriente

MÓDULO V 98 d.C. a 324/380-477 d.C.

Transcrições e traduções de documentos:

[ 98 a 159 d.C. ]       [ 160 a 284/313 d.C. ]

[ 313/324 a 380 d.C. ]       [ 380 a 476 d.C. ]

MÓDULO VI

Transcrições e traduções de documentos:

[ 477 d.C. a 629 d.C. ]       [   630 d.C.a 799 d.C. ]

MÓDULO VII

Transcrições e traduções de documentos:

[ 800 d.C.a 961 d.C. ]       [   962 d.C. a 1054 c. 1072 d.C. ]

 

 

Foto Euler Sandeville, Folha, detalhe, 2009.

Folha, detalhe. Foto de Euler Sandeville, 2009.

 

 

 


 

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mundus novus (cerca 1054 a 1750/1774)

OS TEMPOS E OS MUNDOS: SOBRE A ANTIGUIDADE DOS MUNDOS

 

A LONGA ANTIGUIDADE DOS MUNDOS IV
MUNDUS NOVUS (1055 a 1749)
A Longa Idade Média e a nova antiguidade
A invenção da Europa. Do sobrenatural à natureza.

 

O globo terrestre.

 

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φύσις κόσμος αίων κρόνος καιρός
este mundo está em guerra, embora muitos de nós desejem a paz

 

 

 

O título da seção é inspirado na carta de Américo Vespúcio, Mundus Novus. Carta a Lorenzo di Piefrancesco dei Medici. [1]

1260. Raiz Jesse com Maria e Criança; Miniatura do Scherenberg Psalter, manuscrito em pergaminho, 158 folhas, 18,5 x 13 cm; Estrasburgo, c. 1260. Badische Landesbibliothek, Cod. St. Peter perg. 139, folha 7v. Disponível em pt.wikipedia.org/wiki/Árvore_de_Jessé

 

ARTIGOS

MUNDUS NOVUS: APRESENTAÇÃO. Euler Sandeville Jr. Página de abertura da seção.

SANDEVILLE JR., Euler; DERNTL, Maria Fernanda. Imagens de uma capital: Paris nas perspectivas vôo-de-pássaro entre os séculos XVI e XVIII. Risco: Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo (Online), São Carlos, n. 5, p. 53-62, jan. 2007. ISSN 1984-4506. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/risco/article/view/44689↑>. Acesso em: 26 feb. 2018. doi:http://dx.doi.org/10.11606/issn.1984-4506.v0i5p53-62↑.

 

ARTIGOS: TEMAS TRANSVERSAIS

SANDEVILLE JR., Euler. “Visões artísticas da cidade e a gênese da paisagem contemporânea. (2011). Anais do Encontro Nacional de Antropologia e Performance. São Paulo: Napedra/FFLCH/USP, 2012. [Tema transversal].

SANDEVILLE JR., Euler. A reta e a curva, a estética da paisagem? Paisagem e Ambiente, São Paulo, v. 8, p. 147-173, 1996. Núcleo de Estudos da Paisagem, on line, São Paulo, 1996. Artigo como foi publicado disponível em http://www.revistas.usp.br/paam/article/view/133829/129696↑ acesso em 18 de fevereiro de 2018. [Tema transversal].

 

Transcrições e traduções de documentos:

[ 1054/1073 a 1257 ]       [ 1258 a 1414 ]

[ 1415 a 1491 ]       [ 1492/1497 a 1542 ]

1543/1563 a 1648 ]       [ 1648 a 1750/1774 ]

 

Figura:Juan Valverde, anatomista médico espanhol. Historia de la composición del cuerpo humano (História da composição do corpo humano), com 42 gravuras de cobre atribuídas a Gaspar Becerra e Nicolas Beatrizet, cerca de 1556, Espanha

 

 

NOTAS

[1] VESPÚCIO, Américo. Mundus Novus. Carta a Lorenzo di Piefrancesco dei Medici. In BUENO, Eduardo (org.). Novo Mundo. As cartas que batizaram a América. Introdução e notas Eduardo Bueno. Tradução das cartas João Angelo Oliva, Janaina Amado Figueiredo e Luís Carlos Figueiredo. São Paulo, Editora Planeta do Brasil, 2003, pg 33 a 61.

 


 

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núcleo de estudos da paisagem
a natureza e o tempo (o mundo)
um projeto de euler sandeville

 

 

Foto Euler Sandeville, Folha, detalhe, 2009.

Folha, detalhe. Foto de Euler Sandeville, 2009.

 

 

 

 

 

 

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