A reta e a curva, a estética da paisagem

A RETA E A CURVA: A ESTÉTICA DA PAISAGEM?
Euler Sandeville Jr. (1996)
[notas no fim da página, referência para citação no fim da página]

artigo original (o link abaixo abre em outra janela, mesmo que prefira ler aqui, não deixe de visitar o artigo publicado):

SANDEVILLE JUNIOR, Euler. A reta e a curva, a estética da paisagem? Paisagem e Ambiente, São Paulo, v. 8, p. 147-173, 1996.  Núcleo de Estudos da Paisagem, on line, São Paulo, 1996. Disponível em http://www.revistas.usp.br/paam/article/view/133829/129696↑ acesso em 18 de fevereiro de 2018

 


RESUMO

Há uma ideia comum de que o “paisagismo formal” seja uma expressão autoritária do domínio humano sobre a natureza e de que o “paisagismo informal” expresse identificação com a natureza. Este texto procura evidenciar o campo simbólico por trás desses estereótipos recorrentes na história e teoria do projeto paisagístico. Polarizações semelhantes também ocorrem no campo da edificação e do urbanismo, mostrando que a tensão entre o formal e o informal, ou o racional e o orgânico, ou a reta e a curva como a designamos aqui, se torna veículo de conteúdos que transcendem em muito o campo estrito do desenho. A compreensão desse campo simbólico é necessária para uma justa apreciação das obras-primas do passado e para a investigação da relação histórica entre projeto, natureza e cultura, tema tão pertinente ao paisagismo.

ABSTRACT

There here are a common compreension in landscape architecture that formal design is like a hard human dominance over nature and the organic or informal landscape means total identification with nature. Then I think that the understanding of the simbolism in landscape architecture is basic to our compreension of the past masterpiece and to the compreension of the historic relationship between nature, culture and design that is the base to studies about landscape architecture. The kind of contrasts like straight line against curve lines, the rational aganist the organic, are also very common in architecture and urban design and my intention in this paper is to introduce my thinking about these.

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mundos modernos (o mundo contemporâneo alargado)

MUNDOS MODERNOS (O MUNDO CONTEMPORÂNEO ALARGADO)
Euler Sandeville Jr.
Julho de 2017 (definição da seção março de 2016, texto atualizado em fev. de 2018, basicamente propondo nova proposição da abrangência do período)

 

Neste sítio a seção Mundos Modernos abrange aproximadamente entre meados do século XVIII e meados do século XX, ou cerca de 1751, quando se publica a  Encyclopédie, ou dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers [1] a 1945 com o encerramento brutal da igualmente trágica II Guerra Mundial. Como sempre insisto, essas datas são apenas uma referência para uma aproximação das discussões, e são atravessadas necessariamente por outras possibilidades de periodização.

Esse período, se aceito com essas referências desses cerca de duzentos anos, fica demarcado por uma série de revoluções (1775 – 1783 a Revolução Americana, 1789-1799 a Revolução Francesa, pelas revoltas entre 1848-1871 culminando com a Comuna de Paris), indicando uma condição social nova, ou em profunda transformação. Publicações científicas Continuar lendo

mundos modernos (c.1750 A 1945)

OS TEMPOS E OS MUNDOS: SOBRE A BREVIDADE DO PRESENTE
MUNDOS MODERNOS (O MUNDO CONTEMPORÂNEO ALARGADO)
Euler Sandeville Jr.

 

“As máquinas quase tinham sido criadas dentro dele;
de qualquer modo, ele tinha sido criado junto delas ”

Johnny, em Jack LONDON, O Herege (1906).

 

IV. MUNDOS MODERNOS (c.1750 A 1945).
O mundo contemporâneo alargado. Da natureza à matéria.

Transcrições e traduções de documentos:
[1750-1807 ]       [ 1808 a 1847 ]       [ 1848 a 1888 ]
[1889 a 1913 ]       [ 1914 a 1932 ]       [ 1932 a 1944 ]

 

ARTIGOS

MUNDOS MODERNOS (O MUNDO CONTEMPORÂNEO ALARGADO). Euler Sandeville Jr. O artigo apresenta a delimitação do período entre meados do século XVIII e meados do século XX, repassando algumas transformações fundamentais do período aqui abrangido e as profundas transformações nas mentalidades, nas formas de ver e representar o mundo e a vida, e da razão de ser humana. Os desdobramentos desses anos tratados nesta seção dão impulso a partir de 1945 a formas de desenvolvimento econômico, convívio social, educação, consumo, comportamento, explicações do mundo e da história centrados na autoridade da ciência, do artifício, da transformação sem precedentes da natureza sob a égide da ciência, da técnica e da economia.

 

ARTIGOS TRANSVERSAIS

SANDEVILLE JR., Euler. “Visões artísticas da cidade e a gênese da paisagem contemporânea↑. (2011). Anais do Encontro Nacional de Antropologia e Performance. São Paulo: Napedra/FFLCH/USP, 2012. [Tema transversal].

SANDEVILLE JR., Euler. A reta e a curva, a estética da paisagem? Paisagem e Ambiente, São Paulo, v. 8, p. 147-173, 1996. Núcleo de Estudos da Paisagem, on line, São Paulo, 1996. Artigo como foi publicado disponível em http://www.revistas.usp.br/paam/article/view/133829/129696↑ acesso em 18 de fevereiro de 2018. [Tema transversal].

 

 

Foto Euler Sandeville, Folha, detalhe, 2009.

Folha, detalhe. Foto de Euler Sandeville, 2009.

 

 

 


 

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núcleo de estudos da paisagem
a natureza e o tempo (o mundo)
um projeto de euler sandeville

 

 

 

 

visões artísticas da cidade e a gênese da paisagem contemporânea

visões artísticas da cidade e a gênese da paisagem contemporânea
Euler Sandeville Jr.
Versão inicial 2011. Publicado em 2013, ano 2012
Tema transversal (séculos XVI-XX)

como citar:
SANDEVILLE JR., Euler. “Visões artísticas da cidade e a gênese da paisagem contemporânea”. (2011). Anais do Encontro Nacional de Antropologia e Performance. São Paulo: Napedra/FFLCH/USP, 2012.

apresentação

Há várias abordagens para interpretar a cidade. Podemos pensá-la como morfologia e tipologia (SOLÁ- MORALES I RUBIÓ 1997, PANERAI et al. 1983), como dinâmicas ambientais (SPIRN 1995, HOUGH 2004), como estruturas urbanas que suportam as mais diversas práticas para produção, circulação e consumo (VILLAÇA 2001, LEFEBVRE 2001), como espaços da vida, da intersubjetividade e espaços de poder (CALDEIRA 1984, VOGEL e SANTOS 1985), como normatização e regulamentação (MEIRELLES 1981), como história (SICA 1981, BENEVOLO 1983), como espaços de transgressão (DÉBORD 1999) e assim por diante. Esses recortes temáticos revelam intencionalidades e posicionamentos que são espaciais, sociais, políticos, e se desdobram na seleção de procedimentos interpretativos e descritivos.

Mas a dimensão sensível da cidade, e da paisagem (CAUQUELIN 2007), aninha-se existencial em sua arquitetura, nos seus espaços lúdicos, nos espaços de convivência e trabalho, nas práticas que os geram para neles se abrigarem, transformando-os. Essa arquitetura da cidade não é apenas visualidade e funcionalidade, nem é apenas economia e política; é experiência, é significada no vivido. O sentido da cidade se dá em suas práticas, nas heranças que abrigam, nas temporalidades em que se constrói a paisagem como lugar, obra histórica e social coletiva, e como múltiplas formas de estar com outros e consigo mesmo (SANDEVILLE JR. 2004, 2005, 2010). É sempre uma cidade que poderia ter sido outra, geralmente melhor em sua qualidade, resultante de nosso trabalho e de nossas decisões. É, portanto, também uma cidade em gestação, que ainda pode ser outra.

alguns aspectos da nossa cidade-arte sensível: fragmentos paisagísticos da paisagem

A arte tem dado inúmeras contribuições à representação e discussão da cidade Continuar lendo