LEV TOLSTOI COMO ESPELHO DA REVOLUÇÃO RUSSA: LÊNIN, 1908

LIEV TOLSTOI COMO ESPELHO DA REVOLUÇÃO RUSSA
V. I. Lénine
Publicado no Jornal Proletári nº 35 de 11 (24) de Setembro de 1908.

 

Veja considerações de Tolstoi: TOSLTOI, Liev. Sobre a revolução [em espanhol aqui]. In Tolstói. A insubmissão e outros escritos. Org e trad. Plínio Augusto Coelho. Cotia, SP: Ateliê editorial; Editora Imaginário, 2010, pag. 71 a 80.

 

O confronto do nome do grande artista com a revolução, que ele claramente não compreendeu, da qual ele claramente se afastou, pode à primeira vista parecer estranho e artificial. E não se pode chamar espelho àquilo que à evidência não reflecte correctamente os fenómenos. Mas a nossa revolução é um fenómeno extraordinariamente complexo; entre a massa daqueles que directamente a realizam e nela participam há muitos elementos sociais que claramente também não compreenderam o que se passa, que também se afastaram das verdadeiras tarefas históricas que a marcha dos acontecimentos lhes colocava. E se temos perante nós um artista realmente grande, então ele deve ter reflectido nas suas obras pelo menos alguns dos aspectos essenciais da revolução. A imprensa russa legal, repleta de artigos, cartas e notas a propósito dos 80 anos de Tolstói, no que menos está interessada é na análise das suas obras do ponto de vista do carácter da revolução russa e das suas forças motoras. Toda esta imprensa está repleta até à náusea de hipocrisia, de hipocrisia de dois tipos: oficial e liberal. A primeira é a hipocrisia grosseira dos escrevinhadores venais que ontem eram obrigados a atacar L. Tolstói e hoje a descobrir nele o patriotismo e a observar o decoro perante a Europa. Que os escrevinhadores deste tipo são pagos pelos seus escritos toda a gente o sabe, e eles não podem enganar ninguém. Muito mais refinada e por isso muito mais prejudicial e perigosa é a hipocrisia liberal. A dar ouvidos aos Balalaikine democratas-constitucionalistas do Retch (1), a sua simpatia por Tolstói é a mais completa e a mais ardente. De facto, a declamação calculada e as frases empoladas sobre o «grande buscador de Deus» não passam de uma completa falsidade, porque o liberal russo nem acredita no Deus de Tolstói nem simpatiza com a crítica de Tolstói ao regime existente. Ele junta-se a um nome popular para aumentar o seu capital político, para se fazer passar pelo chefe da oposição nacional, esforça-se por abafar com o trovão e o estrépito das frases a necessidade de uma resposta directa e clara à pergunta: em que se manifestam as contradições gritantes do «tolstoísmo», quais os defeitos e debilidades da nossa revolução que elas exprimem? Continuar lendo

TOLSTOI, Liev. My religion. translated by Huntington Smith. 1889

TOLSTOI, Liev. My religion. translated by Huntington Smith. London: Walter Scott, 24 Warmick Lane Paternoster Row, 1889 [1885 1 ed.]


Translator’s Preface

TO one not familiar with the Russian language the accessible data relative to the external life of Leo Nikolaevich Tolstoi, the author of this book, are, to say the least, not voluminous. His name does not appear in that heterogeneous record of celebrities known as The Men of the Time, nor is it to be found in M. Vapereau’s comprehensive Dictionnaire des Contemporains. And yet Count Leo Tolstoi is acknowledged by competent critics to be a man of extraordinary genius, who, certainly in one instance, has produced a masterpiece of literature which will continue to rank with the great artistic productions of this age. Continuar lendo

natureza e cultura no Brasil

NATUREZA E CULTURA NO BRASIL
Euler Sandeville Jr.

 

SANDEVILLE JR., Euler. A paisagem natural tropical e sua apropriação para o turismo. In Eduardo Yázigi. (Org.). Turismo e Paisagem. São Paulo: Contexto, 2002, v. , p. 141-159 [Tema transversal].  [Tema transversal]

Resumo: Discute significados da ‘natureza tropical enquanto elaboração da cultura, em uma perspectiva histórica no Brasil e a mercantilização da paisagem e de imagens da natureza enquanto componentes do produto turístico. Discute mudanças de pensamento e comportamento frente à natureza na passagem do século, alertando para aspectos ideológicos das atuais formas de sua apropriação simbólica, sobretudo enquanto componente do produto turístico. A mercantilização da paisagem e de imagens da natureza subjuga seu caráter anárquico e selvagem, padronizando e institucionalizando sua vivência e comportamentos perante ela. O capítulo foi escrito com base em minha Tese de Doutoramento “As Sombras da Floresta. Vegetação, Paisagem e Cultura no Brasil”

 

 

 

Foto Euler Sandeville, Folha, detalhe, 2009.

Folha, detalhe. Foto de Euler Sandeville, 2009.

 

 

 


 

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a natureza e o tempo (o mundo)
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depois de 1945

OS TEMPOS E OS MUNDOS: SOBRE A BREVIDADE DO PRESENTE
V. MUNDOS CONTEMPORÂNEOS (OU DEPOIS DO FIM DO MUNDO) (depois de 1945).
O mundo como matéria. about:config: hic sunt dracones.
[1]
Euler Sandeville Jr.

 

A Terra é a própria quintessência da condição humana e, ao que sabemos, sua natureza pode ser singular no universo, a única capaz de oferecer aos seres humanos um habitat no qual eles podem mover-se e respirar sem esforço ou artifício. O mundo – artifício humano – separa a existência do homem de todo ambiente meramente animal; mas a vida, em si, permanece fora desse mundo artificial, e através da vida o homem permanece ligado a todos os outros organismos vivos. Recentemente, a ciência vem-se esforçando por tornar ‘artificial’ a própria vida (…)” .
Hannah ARENDT. A condição humana (1958). [2]

Código de Barras da Cultura Contemporânea. Criação Euler Sandeville Jr. 2008.

 

ARTIGOS

455557686971727477899601081215… MUNDOS CONTEMPORÂNEOS (OU DEPOIS DO FIM DO MUNDO). Euler Sandeville Jr.
Nesta página se apresenta o significado deste código de barras criado para definir esta seção, e uma discussão mais ampla que estimula este sítio.

4555576869717274778996010812. Euler Sandeville Jr.
O Código de Barras da Cultura (2007).

SANDEVILLE JR., Euler. “A Terra azul…Que mundo é esse?“. A Natureza e o Tempo (o Mundo), on line, São Paulo, 2016.
parte 1: o mundo contemporâneo
parte 2: conhecer não é preciso…
parte 3: essa nova realidade já está aqui
parte 4: nossos novos ícones e nossa nova percepção do mundo
parte 5. o lado sombrio
parte 6. olhares que não enxergam os fossos
parte 7. em tempo real
parte 8. para onde nossas decisões nos conduzem (conclusão)

UM MUNDO AO ACASO. Euler Sandeville Jr. Vivemos em um mundo de incertezas. Nada está parado, toda informação deve ser substituída rapidamente. Representações de um mundo estático já não se sustentam.

 

ARTIGOS TRANSVERSAIS

 

TRANSCRIÇÕES E TRADUÇÕES DE DOCUMENTOS

[ 1945 a 1954 ]       [ 1955 a 1963 ]       [ 1964 a 1973 ]
[ 1974 a 1988 ]       [ 1989 a 2000 ]       [ 2001 a 2009 ]
[ 2010 a      ]

1975-Portrait of Allen Ginsberg and Bob Dylan by Elsa Dorfman. Disponível em pt.wikipedia.org/wiki/Allen_Ginsberg acesso em 18/07/18

 


NOTAS

1 Frase utilizada em certo mapa medieval. Era comum na cartografia medieval também a representação de dragões e criaturas sobrenaturais. No entanto, a frase também é utilizada por programadores. No Mozilla Firefox a frase aparece quando se digita “about:config” acessando o ambiente de programação do navegador. informação disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Hic_sunt_dracones↑.

2 ARENDT, Hannah. A condição humana. Trad. Roberto Raposo. Rio de Janeiro: Forense, 2004 (1958) .

 

 

Foto Euler Sandeville, Folha, detalhe, 2009.

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temas transversais⇔

temas transversais aos mundos⇔
Euler Sandeville Jr.

 

SANDEVILLE JR., Euler. “Visões artísticas da cidade e a gênese da paisagem contemporânea. (2011). Anais do Encontro Nacional de Antropologia e Performance. São Paulo: Napedra/FFLCH/USP, 2012.

SANDEVILLE JR., Euler. A reta e a curva, a estética da paisagem? Paisagem e Ambiente, São Paulo, v. 8, p. 147-173, 1996. Núcleo de Estudos da Paisagem, on line, São Paulo, 1996. Artigo como foi publicado disponível em http://www.revistas.usp.br/paam/article/view/133829/129696↑ acesso em 18 de fevereiro de 2018. [Tema transversal].

SANDEVILLE JR., Euler. A paisagem natural tropical e sua apropriação para o turismo. In Eduardo Yázigi. (Org.). Turismo e Paisagem. São Paulo: Contexto, 2002, v. , p. 141-159

 

 

 

sobre a brevidade do presente

OS TEMPOS E OS MUNDOS: SOBRE A BREVIDADE DO PRESENTE
Euler Sandeville Jr.

 

SEÇÕES:

IV. MUNDOS MODERNOS (c.1750 A 1945).

V. MUNDOS CONTEMPORÂNEOS (OU DEPOIS DO FIM DO MUNDO) (depois de 1945).
O mundo como matéria. about:config: hic sunt dracones.

 

Foto Euler Sandeville, Folha, detalhe, 2009.

Folha, detalhe. Foto de Euler Sandeville, 2009.

 

 

 


 

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